A primeira vez do Moleque
Brasil

A primeira vez do Moleque

Porque tudo tem uma primeira vez na vida, até mesmo os times de futebol ...

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 04/09/2016

R$ 6.775

arrecadados da meta de R$ 12.000

56%

da meta 2

77

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 04/09/2016

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

Previsão de lançamento: 06/11/2016


Sobre o projeto

Há quarenta anos, vinte e cinco homens desbravaram os gramados de Santa Catarina vestindo de forma honrosa a camisa do Grêmio Esportivo Juventus. Sofreram, como todos em sua primeira vez. Mas também contaram com muito apoio da comunidade de Jaraguá do Sul e do experiente técnico Hélio Rosa. Como resultado, alcançaram algumas vitórias surpreendentes, mas também tiveram algumas derrotas vexatórias. No final, sobraram histórias dos vinte e seis jogos realizados, passagens essas que serão resgatadas no livro ‘A primeira vez do Moleque’. Saiba mais sobre um goleiro-artilheiro, um massagista que também jogava na linha, um goleiro que costumava brilhar fora de casa, um artilheiro que caiu do céu, uma carreata nunca igualada, entre tantos outros saborosos relatos. Devore com vontade as 250 páginas repletas de feitos, curiosidades, fotos, histórias, além de fichas técnicas dos jogos e dos atletas. O lançamento está previsto para o dia 6 de novembro.

Sobre o financiamento coletivo

O financiamento coletivo é uma forma conjunta e eficiente de viabilizar projetos como o livro ‘A primeira vez do Moleque’. Nele, cada contribuição tem sua importância, pois na somatória dos esforços de todos, a iniciativa se viabiliza. Pessoa física ou jurídica? Isso é o que menos importa. O importante é ter a certeza de que, como diz o ditado, “de grão em grão a galinha enche o papo”. Por isso, contamos com a sua colaboração.

Sobre as recompensas

Você nos ajuda e nós te recompensamos, um autentico ganha-ganha. Cada valor investido dá direito a uma série de benefícios, que você pode analisar na coluna ao lado. Escolha aquele que melhor se enquadra às suas possibilidades e contribua sem medo. Nosso projeto de financiamento coletivo está enquadrado no sistema de ‘tudo ou nada’. Ou seja, se o montante necessário for arrecadado, você recebe suas recompensas. Se as metas não forem atingidas, você recebe de volta o valor investido. Ou todos ganham ou ninguém perde. Transparência total.

Confira um capítulo completo da obra:

Transformando suor em vinho
Jogo 08 | 28/04/1976 | Guarani-SMO 0x1 Juventus

A Família Martha de Freitas possui uma rica história no futebol gaúcho, graças aos irmãos Alcy, Alfeu e Alcindo. Destes, o mais conhecido é o caçula, Alcindo, atacante nascido em 1945 e conhecido pela alcunha de Bugre Xucro. Trata-se de um dos grandes ídolos da história gremista, eternizado por ser o maior artilheiro do Estádio Olímpico, graças aos 129 gols anotados em 186 jogos disputados no implodido templo tricolor. No total, defendeu o ‘Imortal’ por onze temporadas, balançando as redes adversárias em 231 ocasiões nas 377 partidas que realizou. Ainda teve o privilégio de atuar com Pelé, em 1973, no Santos, e com Tostão, na Copa do Mundo de 1966, pela Seleção Brasileira.

O mais velho da turma, Alcy, nasceu em 1933. Para muitos é considerado o melhor dos três. Ao contrário de Alcindo, Kim era defensor e fez história no rival Internacional, entre os anos de 1958 e 1963. Teve sua carreira abreviada em virtude de um deslocamento de retina, ocorrido em 1964, quando defendia as cores do Rio Grande (RS). Coincidência do destino, esta foi a mesma lesão que afastou dos gramados o craque Tostão, outrora companheiro de seu mano na seleção canarinho. Após, se dedicou à carreira de técnico, caminho também seguido pelo irmão do meio, Alfeu, que herdou o apelido de Kim fora das quatro linhas.

Nascido em 1936, Alfeu era um atacante com forte presença na área, habilidoso e goleador. Jogou cinco partidas pela Seleção Brasileira, em 1960, sagrando-se campeão Pan-Americano. Em sua carreira, atuou por clubes como Aimoré (RS), Portuguesa (SP) e San Lorenzo (ARG), além da dupla Grenal. Se retirou dos gramados em 1969, quando passou a atuar do lado de fora do campo. Desembarcou em 1976 no extremo oeste de Santa Catarina e vinha realizando uma campanha surpreendente à frente do Clube Esportivo Guarani. Em sete rodadas, a equipe de São Miguel do Oeste somava cinco empates, um triunfo e apenas um revés. E foi neste momento que a história dos Martha de Freitas se cruzou com a do Grêmio Esportivo Juventus.

Os donos da casa ainda celebravam o triunfo sobre o Paysandu e estavam invictos atuando em seus domínios, o Estádio Padre Aurélio Canzi, aonde eram considerados pela imprensa da época como imbatíveis. Isso até encontrarem pela frente o ‘Time do Padre’, na tarde daquele longínquo dia 28 de abril de 1976, um domingo de sol e frio, data que deveria ser considerada um feriado em Jaraguá do Sul por sua importância esportiva. Alfeu ‘Kim’ Freitas tinha uma preocupação especial para encarar o ‘Moleque’: a falta de efetividade de seu ataque. Pensando nisso, escalou seu onze com Joãozinho; Hamilton, Franco, Maçã e Valmir; Claudiomiro, Valmor (depois Nicanor) e Alcione; Carlinhos, Oreco e César (depois Tião).

Em contrapartida, Hélio Rosa precisava costurar uma colcha de retalhos para levar o tricolor a campo. Wilfrit estava contundido. Russinho suspenso pela expulsão em Palmitos. Ginho não estava cem por cento em suas condições físicas. Bebeco e Gerson atuariam pendurados. Nilo voltava a ser uma opção para a ‘regra 3’, enquanto Nelo era a grande aposta do matuto treinador. A escalação só foi definida no dia anterior, no treino de reconhecimento do local da partida. Mas, como de praxe, Rosa a escondeu até momento antes de o balão de couro rolar. “Vamos reforçar a meia cancha e, quando subir ao ataque, devemos ser como um rolo compressor”, afirmava o treinador – de forma evasiva – em entrevista ao Jornal de Santa Catarina.

Entre as opções que tinha, alinhou com Anivaldo no gol; Bebeco, Chicão, Ginho e Pimentel na defesa; Nilo, Maíca (que deu lugar a Pastoril no decorrer do jogo), Gerson e Juquinha na meia cancha; fechando na frente com a dupla Nelo e Aldinho, apostando tudo em sua velocidade. “Com os ordenados em dia, pagamento régio de bichos, inclusive em derrotas, quando a equipe atua bem, caso do jogo em que a equipe sustentou com o Joinville, além de novo alento com a marcação de gols, espera o Juventus voltar do Oeste com um bom saldo de pontos, especialmente para fugir da incomoda posição de último colocado”, anunciava profeticamente a reportagem do jornal A Notícia.

E apoiado nas destacadas atuações de Anivaldo, Ginho e Nilo, o Juventus enfim experimentou o sabor do primeiro triunfo. Tal qual acontecera em Palmitos, o ‘Time do Padre’ pulou na frente do marcador. Foi aos 25’, quando Aldinho acabou derrubado dentro da área e Flares de Souza não titubeou ao apontar a marca da cal. “O meu marcador batia muito. No lance do pênalti, ele me deu um soco que, se acertasse, eu não estaria aqui hoje para contar a história”, relembra o ponteiro. “Eles chamavam ele de Bugre ou Índio, não sei ao certo. Só sei que tentava ao máximo evitar o contato com ele”, conta. A responsabilidade da cobrança caiu sobre Nelo, que não se omitiu. Ajeitou a pelota com carinho, encarou sem medo Joãozinho e cobrou com extrema categoria, convertendo a penalidade em gol, ainda sem ter a dimensão exata do significado daquele tento para a história do clube.

Na volta para o segundo tempo, o Guarani partiu para o ‘tudo ou nada’, acuando o Juventus em seu campo de defesa. Mas o ‘Moleque’, por sua vez, soube manter a tranquilidade e se agarrar na breve vantagem construída. E se na bola não estava dando, o caminho encontrado pelos locais para intimidar o árbitro foi a força. Por volta dos 25’ da etapa complementar uma grande confusão paralisou a partida. Souza não anotou uma suposta penalidade em favor do Guarani, deixando o técnico Alfeu de Freitas descontrolado. Cansado das constantes reclamações, o árbitro expulsou o treinador adversário, fato que gerou uma reação imediata dos atletas. Estes compraram as dores do seu comandante e partiram com o intuito de agredir Flares, seus auxiliares – Pedro Basso e João Koeler – e até mesmo os atletas tricolores, que trataram de permanecer alheios à confusão.

“Deu uma briga enorme entre os jogadores do Guarani e o árbitro, que apanhou muito”, recorda Russinho, que assistiu das arquibancadas ao primeiro triunfo do Juventus na elite do futebol de Santa Catarina. Coube ao comandante da Polícia Militar intervir e garantir a segurança do trio de arbitragem e do próprio Juventus depois de doze minutos de paralização. A partida continuou na sequência, tensa é verdade, mas sem maiores incidentes ou alteração de placar. Ao soar do apito, findando o espetáculo, o ‘Moleque’ enfim conhecia o sabor de uma vitória na elite do futebol catarinense. E ela tinha um gosto muito especial. Se Jesus Cristo transformou a água em vinho, os atletas do ‘Time do Padre’ transformaram seu próprio suor na bebida.

Antes de embarcarem de volta para o município, em uma jornada que duraria mais de vinte horas, adquiriram algumas garrafas da bebida. Assim, a viagem foi uma festa, que congraçou atletas, dirigentes e torcedores. Na chegada a Jaraguá do Sul, uma grande surpresa. Os jogadores foram recebidos como heróis, com um foguetório de saudação e um cortejo de carros seguindo o ônibus da Canarinho desde a chamada ponte da divisa até o Shallon, local erguido pela diretoria juventina no centro de Jaraguá do Sul para se reunir e deliberar sobre o dia a dia do clube. Mas também palco para celebrações, sempre regadas com muita cerveja, esta liberada pelo ecônomo Fidelis Nicoluzzi e servida pelo cortês garçom Xerife.

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.