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MINHA HISTÓRIA
Olá, meu nome é Letícia Cardoso da Costa, tenho 19 anos, sou carioca, ex-aluna do Colégio Militar do Rio de Janeiro e caloura de Engenharia Química na UFRJ. Talvez você já conheça um pouco da minha história através dessa reportagem do Jornal O Globo: “Primeira a chegar ao Olimpo do Colégio Militar” (http://oglobo.globo.com/rio/primeira-chegar-ao-olimpo-do-colegio-militar-15470342#ixzz3YYliNEw9). A trajetória, porém, é cheia de minúcias que, por falta de espaço, não puderam ser publicadas.
Cheia de sonhos, aos 10 anos decidi que iria estudar no Colégio Militar. O motivo? Talvez o uniforme com sua boina vermelha, os alunos que andavam a cavalo ou o simples fato de ser uma instituição de ensino diferente das demais. Sem razão aparente, mudei minha rotina para passar em um vestibular, um vestibular para crianças, com milhares de candidatos inscritos e apenas 60 vagas. Falhei na primeira vez, mas o sonho infantil continuou. Tentei novamente e fui aprovada para viver uma realidade completamente diferente.
Regras, formaturas, uniforme, cabelo preso, mochila preta, continência, novos amigos, excelentes professores... A infinidade de novidades me encantou e me assustou, mas me recompensou de uma maneira maravilhosa e inesquecível. A meritocracia do sistema militar de ensino me consagrou. Ouso dizer que vivi meus dias de glória. Durante sete anos recebi setes vezes a Medalha de Aplicação em ouro, por ter sido a primeira classificada no ranking de todos os anos escolares por qual passei. Aliado a isso e ao fato de ter 2/3 das notas acima de 9,5, fui a primeira menina a integrar o Pantheon, dividindo espaço com grandes nomes, como o ex-ministro Márcio Fortes.
Apesar da eterna gratidão pelo reconhecimento acadêmico, meu maior agradecimento ao Colégio Militar do Rio de Janeiro é por me tornar uma cidadã do bem, preocupada com a qualidade de vida das pessoas que me cercam.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Essa preocupação foi expressa perfeitamente expressa nesse trecho da minha redação para Wellesley College:
“ I strongly believe that knowledge is not something personal. It is something to share. Friends, teachers, professors, classmates and the world give us a lot of knowledge and our responsibility is returning it to others. The manner in which knowledge moves in society is a cycle similar to those of nutrients and substances that move periodically in the ecosystem. We acquire it, we use it, we transfer it and we create it. That is how I want to use my college education: sharing it. […] This college offers a unique opportunity to expand and to apply my knowledge, helping me to realize my biggest dream: contributing to the discovery or the advance of biofuels and renewable energy, the way to share my knowledge: creating!”
(Eu acredito fortemente que o conhecimento não é algo pessoal. É algo para se compartilhar. Amigos,professores, colegas de classe e o mundo nos dão uma infinidade de conhecimento e a nossa responsabilidade é compartilhar com os outros. A maneira na qual o conhecimento se move na sociedade é similar a maneira como os nutrientes e substâncias se movem periodicamente no ecossistema. Nós o adquirimos, o usamos, o transferimos e o criamos. É dessa forma que eu desejo usar minha educação: compartilhando-a . [...] Essa universidade me oferece uma oportunidade única de expandir e aplicar meu conhecimento, me ajudando a realizar meu maior sonho: contribuir na descoberta e desenvolvimento de biocombustíveis e energia renovável, minha forma de dividir meu conhecimento: criando!)
MOTIVO DO PROJETO
Depois de me tornar a primeira mulher Pantheon do Colégio Militar do Rio de Janeiro e ser aprovada para cursar Engenharia Química na UFRJ, estou prestes a realizar mais um sonho: estudar nos Estados Unidos.
Com uma bolsa de estudos do Dux Institute, que incluia aulas preparatórias e suporte fincanceiro para cobrir os custos do processo de aplicação, e após muito esforço, muita prova, muita documentação e muita redação, fui selecionada por Wesleyan, 15° melhor faculdade de Liberal Arts segundo a Forbes, para integrar a turma 2015-19. Para concretizar mais essa etapa na minha formação, preciso do apoio de todos vocês, porque não ganhei 100% de bolsa e preciso pagar parte dos custos universitários. (Vide tabela)
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Muitos podem estar pensando: "Mas o fundão é tão bom em Engenharia", "Nunca ouvi falar em Wesleyan", "Vale a pena o esforço?". Bom, Wesleyan, apesar de pequena e desconhecida no Brasil, é uma universidade super tradicional nos Estados Unidos. Fundada em 1831 é famosa internacionalmente por ser um nicho criativo entre as faculdades americanas, focando na interdisciplinaridade e atividades extracurriculares, situando-se entre as universidades de excelência. E por que estudar engenharia nesse ambiente? Wesleyan oferece um programa de dupla diplomação, no qual os alunos podem estudar dois anos em faculdades renomadas como Caltech, Columbia ou Dartmouth, com possibilidade de sair com dois diplomas de peso.
Então, por que não? Por que não buscar de independência e conhecimento? Por que não me diferenciar e voltar para trabalhar com sustentabilidade no Brasil? Por que não ir atrás desse sonho?
Para esse desejo ir adiante preciso da cooperação de todos! Qualquer contribuição ou compartilhamento é importante nessa causa. Conto com participação de todos!